O Torymus sinensis é também um himenóptero, semelhante ao Dryocosmus kuriphilus, mas que se
alimenta das larvas da vespa das galhas — parasitando-as e impedindo o seu desenvolvimento. É o próprio inimigo
natural da praga, na sua região de origem.
Libertação junto a uma galha jovem — os parasitoides saem do tubo por si próprios
Torymus sinensis, já libertado, sobre uma folha de castanheiro
Fêmea de Torymus sinensis, e pormenores da postura em gomos e galhas jovens
Como se processa a libertação
①
Sem forçar a saída
Os parasitoides são libertados dos tubos em contacto direto com as galhas, saindo por si mesmos, pela manhã e com condições climatéricas normais.
②
Estado fenológico certo
A oportunidade da largada é decisiva — libertações tardias resultam em maior mortalidade dos parasitoides.
③
Nunca cortar as galhas secas
O inseto útil passa o inverno dentro das galhas secas, eclodindo na primavera seguinte para parasitar as larvas novas.
É um processo moroso: os resultados só se tornam claramente visíveis ao fim de 5 a 7 anos. O parasitoide só é
introduzido quando a infestação já é elevada, para garantir alimento suficiente para a sua sobrevivência, e
precisa de tempo para se adaptar — podendo permanecer recolhido dentro das galhas secas mais de um ano antes de
se estabelecer. A experiência italiana, na região de Robilante, mostrou uma diferença muito clara no parasitismo
entre 2005 e 2012, à medida que a população de Torymus se foi instalando.
| Ano | Largadas | Galhas colhidas | Parasitismo |
| 2005 | 28 | 12 000 | 0,04% |
| 2006 | 123 | 13 200 | 0,86% |
| 2007 | 49 | 33 080 | 29,35% |
Em apenas três anos, o parasitismo passou de praticamente nulo (0,04%) para quase um terço das galhas
analisadas (29,35%) — é este o tipo de curva de instalação que se espera, com um desfasamento semelhante,
também em Portugal.
O Plano de Ação Nacional
2014 — Maio: constituição de uma comissão técnica (DGAV, ICNF, DRAPN, INIAV, UTAD,
IPB e RefCast). Setembro: apresentação do Plano de Ação Nacional para o controlo da vespa das galhas.
2015 — Entre abril e maio, realizadas 35 largadas de Torymus. Em novembro,
já 36 parceiros envolvidos, dos quais 28 municípios.
2016 — 62 largadas realizadas, entre abril e maio.
2017 — 125 largadas realizadas. Criada a Comissão de Acompanhamento, Prevenção e
Combate à Vespa das Galhas do Castanheiro (CAPCVC).
2018 — 498 largadas realizadas. Revisão do plano de ação de 2014.
2019 — 713 largadas realizadas — mais do que a soma de todos os anos anteriores.
| Ano | Largadas de Torymus sinensis |
| 2015 | 35 |
| 2016 | 62 |
| 2017 | 125 |
| 2018 | 498 |
| 2019 | 713 |
| Total em 5 anos | 1433 largadas |
O crescimento é notório: de 35 largadas em 2015 para mais de 700 em 2019 — sinal do alargamento constante da
rede de comissões locais e da adesão crescente de municípios e produtores ao longo dos anos.
Cada largada corresponde a um conjunto de 10 tubos, com cerca de 120 fêmeas e 70 machos de Torymus por
largada. Os locais são selecionados segundo o grau de infestação (superior a 50%) e a distância entre largadas
(2 a 3 km), evitando repetir o mesmo local em anos consecutivos.