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Mercados Agrícolas


Campanha de comercialização de 2025/2026   

Campanha de comercialização de 2025/2026

     A campanha comercial da maçã no Douro Sul (2025/2026) encerrou mais cedo do que o habitual, registando quebras de vendas durante as épocas festivas e com a chegada de outras frutas de época ao mercado. As variedades Golden Delicious e Royal Gala dominaram largamente o escoamento, enquanto a Bravo de Esmolfe sofreu uma desvalorização atípica. Internamente, a concentração nas grandes superfícies prejudica os canais tradicionais. Para contrabalançar, a exportação de Royal Gala para a América do Sul, Norte de África e Médio Oriente revela-se vital para o escoamento do produto, uma vez que as certificações de qualidade (DOP/IGP) não se traduzem num aumento de preço pago ao agricultor. Cerca de 20% da produção total, afetada por defeitos, seguiu para a indústria a preços muito baixos, entre 0,14€ e 0,15€/kg. O principal obstáculo estrutural do setor mantém-se: o consumidor final paga pela maçã um valor até 10 vezes superior àquele que o produtor efetivamente recebe, o que ameaça a rentabilidade da atividade face aos altos custos de produção.  
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Campanha de comercialização de 2025   

Campanha de comercialização de 2025

     A produção de cereja ocupa uma área significativa da Superfície Agrícola Útil (SAU) e da área dedicada às Culturas Permanentes na Região Norte (segundo dados do Recenseamento Agrícola de 2019 [1] , cerca de 0,5% e 1,4%, respetivamente), destacando-se como uma das principais fruteiras da região, com aproximadamente 3100 hectares de pomares em produção. Através da análise dos dados apurados pela Divisão de Programas e Avaliação e divulgados no Quadro de Produção Vegetal de 2025 (QPV25), é percetível que as zonas com maior área se centram em Alfândega da Fé (concelhos de Alfândega, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Vila Flor) com 628 hectares, no Douro Sul (concelhos de Armamar, Lamego, Tabuaço e Tarouca) com 701 hectares e no concelho de Resende com 929 hectares, configurando as áreas de mercado acompanhadas no Sistema de Informação de Mercados Agrícolas.  
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Análise de Campanha da Castanha 2025   

Análise de Campanha da Castanha 2025

     O nosso país posiciona-se como um dos principais produtores de castanha no contexto europeu, com a Região Norte a destacar-se com as maiores áreas de castanheiros, em particular em Trás-os-Montes (TM). Segundo dados do Recenseamento Agrícola (RA) de 2019, a castanha ocupa em TM uma área de aproximadamente 44 000 hectares, tendo ocorrido um incremento de área superior a 50% num período de 10 anos, se compararmos com os dados do RA de 2009. A esta evolução não é alheia a boa adaptação da cultura às condições edafoclimáticas da região, associada a uma riqueza gastronómica desenvolvida com base na castanha e em outros produtos endógenos. Esta Análise de Campanha reflete um estudo acerca das três (3) áreas de mercado acompanhadas na Região Norte – Chaves com cerca de 10 764 hectares, Bragança com 26 142 hectares e Douro Sul com 4 039 hectares (dados provisórios do Quadro de Produção Vegetal de 2025). Em todas as áreas de mercado indicadas o setor da castanha assume-se como uma fileira estratégica, face à importância económica e social que representa, garantindo trabalho em zonas desfavorecidas e de baixa densidade populacional. Para além do consumo em fresco, a castanha também pode ser conservada seca ou congelada, permitindo o alargamento do período de consumo. O fabrico de farinha e a transformação em licores, doces, compotas e sobremesas (como o marron glacé) são outras formas de preservar o fruto, para consumo posterior. Parte da produção transmontana é transformada na região e a restante segue para o mercado externo, permitindo o escoamento de produto com valor acrescentado. 
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ANÁLISE DA CAMPANHA DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO NO NORTE DE PORTUGAL 2024   

ANÁLISE DA CAMPANHA DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO NO NORTE DE PORTUGAL 2024

     A produção de kiwi em Portugal tem registado um crescimento sustentado nas últimas décadas, com particular expressão na região Norte (nomeadamente em territórios como o Entre Douro e Minho e Douro Litoral) com um perfil de exportador relevante. A cultura tem vindo a afirmar-se como uma fileira estruturada, com crescente profissionalização apresentando um sucesso económico de relevo. Na campanha de 2024 a fileira manteve uma relevância estratégica para o sector frutícola no Norte de Portugal. Este relatório pretende analisar a campanha de 2024 para a produção e comercialização de kiwi no Norte de Portugal. 
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ANÁLISE DA CAMPANHA DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO da PRODUÇÃO ANIMAL NO NORTE DE PORTUGAL 2024   

ANÁLISE DA CAMPANHA DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO da PRODUÇÃO ANIMAL NO NORTE DE PORTUGAL 2024

     O consumidor procura cada vez mais produtos locais, uma produção responsável com rastreabilidade e transparência o que abre espaço à venda direta, circuitos curtos, e ao crescimento de lojas de produtores, facilitando uma maior valorização económica da produção. Em suma as perspetivas para a produção animal no Norte de Portugal são globalmente positivas, desde que o setor consiga equilibrar tradição e inovação. A aposta em sustentabilidade, tecnologia, valorização de produtos regionais e adaptação às novas exigências ambientais e sanitárias será determinante para garantir a competitividade e o futuro da atividade pecuária na região. 
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CEREJA - ANÁLISE DA CAMPANHA 2025   

CEREJA - ANÁLISE DA CAMPANHA  2025

     De acordo com os dados do Recenseamento Agrícola de 2019, a cultura da cereja ocupa, na Região Norte, uma área próxima dos 3100 hectares, dos quais cerca de 2/3 se localizam em Trás-os- Montes. Embora presente um pouco por toda a região, informação atualizada resultante do Quadro de Produção Vegetal de 2024 (QPV24), diz-nos que a maioria dessa área está distribuída por três zonas distintas, representando áreas de mercado com características muito particulares – Resende com 928 hectares, Douro Sul (concelhos de Armamar, Lamego, Tabuaço e Tarouca) com 690 hectares e Alfândega da Fé (concelhos de Alfândega, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Vila Flor) com 624 hectares.  
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MAÇA - ANÁLISE DA CAMPANHA DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO 2024/2025   

MAÇA - ANÁLISE DA CAMPANHA DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO 2024/2025

     A generalidade da maçã é comercializada durante todo o ano, encontrando-se conservada em câmaras de frio não raras vezes até receberem a produção do ano seguinte. Nessa medida, os dados aqui apresentados referem-se à produção obtida em 2024 e comercializada entre novembro de 2024 e setembro de 2025. A área de mercado do Douro Sul enquadra-se numa área de produção mais extensa, que atravessa os limites da CCDR-Norte para Sul e que está classificada como Indicação Geográfica Protegida (IGP) da Maçã da Beira Alta. Esta IGP existe desde junho de 1996 e ao nível da Beira Douro e Távora abrange todas as freguesias dos concelhos de Armamar, Lamego, Moimenta da Beira, Penedono, Sernancelhe, Tabuaço e Tarouca. A produção de maçã nesta região ocupa uma área total de aproximadamente 4000 hectares, distribuídos pelos concelhos enumerados, sendo este o setor onde trabalha a maioria da população ativa. Trata-se de uma cultura perfeitamente adaptada às condições edafoclimáticas da região, beneficiando dos solos graníticos e permeáveis, situados entre os 500 e os 800 metros de altitude, do clima frio e húmido durante o inverno e da disponibilidade hídrica. Um pouco por todo o lado encontramos as inúmeras unidades de armazenamento/conservação da maçã, que consistem em armazéns com câmaras de frio - com temperatura e (por vezes) atmosfera controlada. O concelho de Armamar, em particular, é conhecido como a “Capital da Maçã de Montanha” (ou “de Altitude”), sendo uma das principais zonas de produção em Portugal e cuja qualidade da maçã tem reconhecimento nos mercados interno e externo. A área de mercado do Douro Sul enquadra-se numa área de produção mais extensa, que atravessa os limites da CCDR-Norte para Sul e que está clas... 
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MAÇA - ANÁLISE DA CAMPANHA 2023/2024   

MAÇA - ANÁLISE DA CAMPANHA 2023/2024

     A maçã no Douro Sul é produzida ao abrigo da classificação de Indicação Geográfica Protegida da Maçã da Beira Alta (IGP desde junho de 1996), que ao nível da Beira Douro e Távora abrange todas as freguesias dos concelhos de Armamar, Lamego, Moimenta da Beira, Penedono, Sernancelhe, Tabuaço e Tarouca. Os pomares aí existentes ocupam uma área total superior a 4 mil hectares, assumindo-se como a principal atividade agrícola da região, ocupando a maior parte da população ativa. Esta cultura está perfeitamente adaptada às condições edafoclimáticas da região, beneficiando dos solos graníticos e permeáveis situados entre os 500 e os 800 metros de altitude, do clima frio e húmido durante o inverno e da disponibilidade hídrica.  
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CEREJA - ANÁLISE DA CAMPANHA 2024   

CEREJA - ANÁLISE DA CAMPANHA 2024

     Embora a cereja seja um produto cultivado transversalmente um pouco por toda a região transmontana, considera-se que a principal zona de produção de cereja no Douro Sul está centrada nos concelhos de Armamar, Lamego, Resende e Tarouca, com uma área total próxima dos 1600 hectares. No concelho de Resende, podemos classificar a cultura como fileira estratégica, dada a importância que assume no desenvolvimento dessa região, sendo o produto agrícola que mais contribui para a sustentabilidade económica de um concelho onde existem poucas alternativas laborais e económicas. Nos restantes concelhos do Douro Sul, onde a vinha, a maçã e a castanha representam as principais bases da economia agrícola, o setor da cereja pode ainda assim ser classificado como fileira relevante, dada a importância socioeconómica para esses concelhos e para uma parte importante da população aí residente. A diversificação das culturas na região contribui para a manutenção de alguma mão de obra nas explorações agrícolas ao longo de todo o ano, minimizando os picos de trabalho associados a culturas permanentes como a vinha e as pomóideas (predominantes no Douro Sul), permitindo ainda – dada a sua sazonalidade e dificuldade de conservação – um bom retorno económico aos produtores envolvidos nesta atividade. 
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CASTANHA - ANÁLISE DA CAMPANHA 2024   

CASTANHA - ANÁLISE DA CAMPANHA 2024

     Portugal apresenta-se como um dos principais produtores de castanha da Europa, sendo na região Norte de Portugal (em particular em Trás-os-Montes) que se concentra a maior área de soutos do nosso país. Segundo dados do Recenseamento Agrícola (RA) de 2019, a castanha ocupa aqui uma área de aproximadamente 44 000 hectares, tendo ocorrido um incremento de área superior a 50% num período de 10 anos, se compararmos com os dados do RA de 2009. Dada a boa adaptabilidade do castanheiro às condições edafoclimáticas da região transmontana, a cultura está muito bem disseminada e o seu consumo está bem enraizado nos hábitos culturais e gastronómicos da população local/nacional. Face à importância que representa para a economia, o setor da castanha é considerado uma fileira estratégica, tanto a nível nacional como nas respetivas regiões de produção, agregando a capacidade de garantir trabalho em zonas desfavorecidas e de prover um rendimento interessante aos agentes económicos envolvidos, compatível com outras atividades (agrícolas, florestais, turísticas ou de outro tipo). A produção de castanha é uma prática tradicional, que permite a manutenção de terrenos agrícolas em boas condições, limitando a incidência dos incêndios florestais. 
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