Campanha de comercialização de 2025
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A produção de cereja ocupa uma área significativa da Superfície Agrícola Útil (SAU) e da área dedicada às Culturas Permanentes na Região Norte (segundo dados do Recenseamento Agrícola de 2019 [1] , cerca de 0,5% e 1,4%, respetivamente), destacando-se como uma das principais fruteiras da região, com aproximadamente 3100 hectares de pomares em produção.
Através da análise dos dados apurados pela Divisão de Programas e Avaliação e divulgados no Quadro de Produção Vegetal de 2025 (QPV25), é percetível que as zonas com maior área se centram em Alfândega da Fé (concelhos de Alfândega, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Vila Flor) com 628 hectares, no Douro Sul (concelhos de Armamar, Lamego, Tabuaço e Tarouca) com 701 hectares e no concelho de Resende com 929 hectares, configurando as áreas de mercado acompanhadas no Sistema de Informação de Mercados Agrícolas.
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CEREJA - ANÁLISE DA CAMPANHA 2025
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De acordo com os dados do Recenseamento Agrícola de 2019, a cultura da cereja ocupa, na
Região Norte, uma área próxima dos 3100 hectares, dos quais cerca de 2/3 se localizam em Trás-os- Montes.
Embora presente um pouco por toda a região, informação atualizada resultante do Quadro de
Produção Vegetal de 2024 (QPV24), diz-nos que a maioria dessa área está distribuída por três
zonas distintas, representando áreas de mercado com características muito particulares –
Resende com 928 hectares, Douro Sul (concelhos de Armamar, Lamego, Tabuaço e Tarouca) com
690 hectares e Alfândega da Fé (concelhos de Alfândega, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e
Vila Flor) com 624 hectares.
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CEREJA - ANÁLISE DA CAMPANHA 2024
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Embora a cereja seja um produto cultivado transversalmente um pouco por toda a região
transmontana, considera-se que a principal zona de produção de cereja no Douro Sul
está centrada nos concelhos de Armamar, Lamego, Resende e Tarouca, com uma área
total próxima dos 1600 hectares.
No concelho de Resende, podemos classificar a cultura como fileira estratégica, dada
a importância que assume no desenvolvimento dessa região, sendo o produto agrícola
que mais contribui para a sustentabilidade económica de um concelho onde existem
poucas alternativas laborais e económicas. Nos restantes concelhos do Douro Sul, onde
a vinha, a maçã e a castanha representam as principais bases da economia agrícola, o
setor da cereja pode ainda assim ser classificado como fileira relevante, dada a
importância socioeconómica para esses concelhos e para uma parte importante da
população aí residente.
A diversificação das culturas na região contribui para a manutenção de alguma mão de
obra nas explorações agrícolas ao longo de todo o ano, minimizando os picos de
trabalho associados a culturas permanentes como a vinha e as pomóideas
(predominantes no Douro Sul), permitindo ainda – dada a sua sazonalidade e dificuldade
de conservação – um bom retorno económico aos produtores envolvidos nesta
atividade.
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