Análise de Campanha da Castanha 2025
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O nosso país posiciona-se como um dos principais produtores de castanha no contexto europeu, com a Região Norte a destacar-se com as maiores áreas de castanheiros, em particular em Trás-os-Montes (TM).
Segundo dados do Recenseamento Agrícola (RA) de 2019, a castanha ocupa em TM uma área de aproximadamente 44 000 hectares, tendo ocorrido um incremento de área superior a 50% num período de 10 anos, se compararmos com os dados do RA de 2009.
A esta evolução não é alheia a boa adaptação da cultura às condições edafoclimáticas da região, associada a uma riqueza gastronómica desenvolvida com base na castanha e em outros produtos endógenos.
Esta Análise de Campanha reflete um estudo acerca das três (3) áreas de mercado acompanhadas na Região Norte – Chaves com cerca de 10 764 hectares, Bragança com 26 142 hectares e Douro Sul com 4 039 hectares (dados provisórios do Quadro de Produção Vegetal de 2025).
Em todas as áreas de mercado indicadas o setor da castanha assume-se como uma fileira estratégica, face à importância económica e social que representa, garantindo trabalho em zonas desfavorecidas e de baixa densidade populacional.
Para além do consumo em fresco, a castanha também pode ser conservada seca ou congelada, permitindo o alargamento do período de consumo. O fabrico de farinha e a transformação em licores, doces, compotas e sobremesas (como o marron glacé) são outras formas de preservar o fruto, para consumo posterior. Parte da produção transmontana é transformada na região e a restante segue para o mercado externo, permitindo o escoamento de produto com valor acrescentado.
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CASTANHA - ANÁLISE DA CAMPANHA 2024
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Portugal apresenta-se como um dos principais produtores de castanha da Europa,
sendo na região Norte de Portugal (em particular em Trás-os-Montes) que se concentra
a maior área de soutos do nosso país. Segundo dados do Recenseamento Agrícola
(RA) de 2019, a castanha ocupa aqui uma área de aproximadamente 44 000 hectares,
tendo ocorrido um incremento de área superior a 50% num período de 10 anos, se
compararmos com os dados do RA de 2009.
Dada a boa adaptabilidade do castanheiro às condições edafoclimáticas da região
transmontana, a cultura está muito bem disseminada e o seu consumo está bem
enraizado nos hábitos culturais e gastronómicos da população local/nacional.
Face à importância que representa para a economia, o setor da castanha é considerado
uma fileira estratégica, tanto a nível nacional como nas respetivas regiões de
produção, agregando a capacidade de garantir trabalho em zonas desfavorecidas e de
prover um rendimento interessante aos agentes económicos envolvidos, compatível
com outras atividades (agrícolas, florestais, turísticas ou de outro tipo).
A produção de castanha é uma prática tradicional, que permite a manutenção de
terrenos agrícolas em boas condições, limitando a incidência dos incêndios florestais.
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CASTANHA - ANÁLISE DA CAMPANHA DE PRODUÇÃO 20217/2018
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As condições meteorológicas não foram as mais favoráveis para a cultura, nomeadamente, falta de chuva em agosto e setembro, o que contribuiu para que a campanha de produção se iniciasse mais tarde em relação a um ano normal e os frutos, no geral, não apresentassem os calibres desejados. Devido à precipitação insuficiente, os efeitos negativos incidiram em várias zonas de produção de Trás-os-Montes. No entanto, observaram-se resultados diferenciados de zona para zona e, por vezes, dentro da mesma zona. Assim, tivemos soutos com aumento de produção e outros com menos produção que no ano anterior. A precipitação ocorrida no fim do mês de outubro contribuiu para uma certa recuperação no desenvolvimento dos frutos e os colhidos mais tarde apresentaram uma melhoria dos calibres.
Relativamente à ocorrência de doenças, continua a verificar-se a morte dos castanheiros devido às doenças da tinta e do cancro. De salientar, também, a preocupação dos produtores para com o controlo da vespa das galhas do castanheiro na região.
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