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As primeiras três semanas do mês foram marcadas por calor extremo e baixa humidade persistente, com noites geralmente quentes, tendo ficado mais frescas a partir de dia 19 A partir dessa data há registos de chuva, vento, trovoada e alguns episódios de queda de granizo e chuva forte, um pouco por toda a Região Norte. Esta precipitação ajudou a repor a humidade dos solos, minimizando o efeito do stress hídrico e térmico a que as plantas estiveram sujeitas durante longos períodos (em particular as culturas de sequeiro), mas aumentaram o risco de podridões nas culturas permanentes, sobretudo na vinha.
As sucessivas ondas de calor nos meses de julho e agosto provocaram escaldões em algumas culturas, como a vinha e diversas fruteiras e conduziram a falhas de desenvolvimento e quebras de produtividade em outras, como o milho e certas culturas forrageiras. Observou-se o adiantamento do ciclo vegetativo em várias culturas – vinha, kiwi, mirtilos, figos, entre outras – forçando a antecipação de diversas colheitas, com repercussão ao nível das produtividades e dos rendimentos dos produtores agrícolas.
As condições extremas favoreceram mais uma vez os incêndios florestais em vários concelhos de Trás-os-Montes, responsáveis pela destruição de culturas, pastagens, apiários, armazéns e infraestruturas de apoio à atividade agrícola. A precipitação da última semana ajudou a combater estes incêndios, que atingiram grandes proporções.
As barragens hidroagrícolas registaram no final do mês, níveis de água particularmente baixos, que se aproximam dos valores de 2022, ano considerado pelo IPMA o mais quente alguma vez registado em Portugal Continental desde 1931. Importa por isso reequacionar a gestão dos recursos hídricos, m...
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set04 |